O que me irrita no “fenômeno” Mallu Magalhães (e seus similares) não é exatamente a menina, não são as musiquinhas fofas, não é o violão-de-luau, não é o inglês veja-como-sou-fluente das letras nem o fato dela querer me convencer de que “tem bom gosto” e é fã de Johnny Cash. Eu tenho abuso é desses marmanjos que colocam a menina nas alturas, como se ela fosse a única guria de quinze anos na face da terra que aprendeu uns acordes no violão e começou a fazer suas próprias músicas. Fico enjoado dessa fábrica de hype paulista que só parece ter ouvidos para o que é bizarro, demente, mal tocado, desafinado, aqueles fãs de Jandek que, no fundo, são sádicos e estão achando tudo aquilo ridículo, mas que, para ter a paternidade da descoberta e faturar (não necessariamente dinheiro) em cima, ficam jogando confete.
Tags: Hype, Mallu Magalhães
Fevereiro 29, 2008 às 4:33 pm
você entrou no hype ao fazer esse post, ho ho ho