Momento carro-de-som

By haymone

Relembrando os bons tempos do movimento estudantil

Relembrando os bons tempos do movimento estudantil


Os sindicatos e demais entidades que representam os jornalistas estão em polvorosa com o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (aquele do respeitável Gilmar Mendes, que mandou soltar Daniel Dantas duas vezes em menos de 24 horas) do Recurso Extraordinário 511.961, de autoria do Ministério Público Federal, que pretende acabar com a exigência de diploma para o exercício da profissão. A decisão está prevista já para o segundo semestre de 2008. Enquanto não sai, a categoria organizada vem buscando apoio de outras representações. Em Pernambuco, o Crea e o Cremepe aderiram ao abaixo-assinado.

Eu sinceramente não entendo como a exigência de diploma de jornalismo para exercer a profissão pode ser considerada uma afronta à liberdade de expressão. Jornalismo é muito mais do que expresar uma opinião. Requer, a meu ver, uma técnica específica, o conhecimento e o respeito a determinados postulados éticos e um arcabouço teórico na área das ciências sociais que não pode ser desprezado. A questão vai muito além da reserva de mercado.

Concordo com a carta que o atual e o futuro presidente da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação) enviaram ao STF. Nela, eles afirmam:

O diploma de jornalismo, que agora se discute, não constitui uma simples reserva de mercado. Estabelece, isto sim, que o jornalista deve passar pelos bancos da Universidade. Só ali esse agente da informação coletiva pode se qualificar profissionalmente. E onde pode adquirir clara percepção das responsabilidades que tem perante à sociedade.

Esta é a tese que advogamos, na expectativa de que os Juizes da Suprema Corte possam discernir o verdadeiro mérito do que vão decidir. Não se trata de defender uma categoria, mas, acima de tudo, garantir ao conjunto da sociedade brasileira o direito de ser bem, livre e corretamente informada.

É por aí.

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