Eu adoro a revista O Grito. Tento ler quase sempre. É diversão garantida. Hoje me mostraram uma resenha que diz que o Primal Scream “redefiniu os rumos do pop nos anos 90″. Eu não necessariamente discordo, mas é impressionante como todo mundo, qualquer artista, cineasta, escritor, banda, revolucionou ou redefiniu ou mudou radicalmente a cultura da sua época, de acordo com os críticos do site. Há algumas semanas, uma notinha dizia que, com o Parallel Lines, o Blondie “mudou os rumos da música e do conceito de Diva”. Procure a palavra “revolucionar” no sistema de busca do site. Todo mundo é revolucionário. Os Beatles revolucionaram a música. Truffaut, o cinema. Frank Miller, os quadrinhos. O Monty Phyton, a televisão. Até James Murphy revolucionou (aliás, melhor ainda, remodelou) a música eletrônica. Haja revolução.
Se depender d’O Grito, Gil Scott Heron pode ficar tranquilo: a revolução pode até não ser televisada, mas será, com certeza, resenhada.
